PLANTA 15_08 R4.pdf): a cadeia de cotas soma 38,55 m de comprimento e a largura fica entre 18,0 e 18,75 m, o que dá 685 a 723 m². A escala foi conferida em 10 pares de cotas consecutivas.| id | Categoria | Tese específica | |
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| 15248 | Estande Mega | Aproveitamento de metragem: cerca de 700 m² organizados em três anéis de função no mesmo piso, catálogo no perímetro, lançamento no centro e negociação entre os dois, com linhas de produto codificadas por cor de carpete | ★ escrita abaixo |
A Nobox produziu o Espaço Tagima e atuou como montadora oficial da feira no TDT Tagima Dream Team 2024, encontro anual de lojistas, artistas e marcas da indústria brasileira de instrumentos musicais. O evento foi realizado no Tauá Hotel & Convention Atibaia, em Atibaia, São Paulo, com operação em 29, 30 e 31 de agosto de 2024, das 08h às 20h, sob o tema "Country Lifestyle". [CONFIRMAR: número da edição do TDT 2024]
O contratante é a Marutecmusic Indústria, Comércio, Importação e Exportação Ltda, detentora da marca Tagima. A contratada é a AV2Play Ltda, empresa do Nobox Group. O contrato, assinado em 7 de agosto de 2024, tem por objeto a locação de solução completa para evento presencial com infraestrutura cenográfica, audiovisual e produção técnica.
O escopo teve duas frentes simultâneas. A primeira é o Espaço Tagima, a sala da marca instalada no Espaço América, o maior salão do resort, com área aferida sobre a planta executiva cotada entre 685 e 723 m². [CONFIRMAR: metragem oficial do Espaço Tagima] A segunda é o papel de montadora oficial da feira: projeto, construção e entrega de 26 estandes de expositores somando 1.225 m², e coordenação das cinco montadoras externas trazidas por expositores com equipe própria.
No Espaço Tagima, bancadas expositoras contínuas percorrem todo o perímetro do salão, segmentadas por linha de produto e identificadas por cor de carpete, com dez totens de linha e dez televisores. No miolo, um tapete vermelho delimita a área central de lançamentos e demonstração, com dois painéis de LED. Entre o perímetro e o centro fica a área de negociação entre lojista e fabricante. São seis painéis de LED de 2,50 por 3,00 m, 145 praticáveis em dois níveis, 184 luminárias, 29 backdrops em lona, 125 mesas e 452 cadeiras entre a sala da marca e os estandes.
A infraestrutura elétrica do evento foi dimensionada em 238 kVA em 15 pontos e sete intermediárias, e a estrutura aérea em 22 pontos com 520,6 kg, ambos com memorial de cálculo e ART. Completam o escopo o portal de entrada com dois totens de LED, o espaço podcast em estúdio de vidro, o espaço músicos com palco próprio, o espaço instagramável, o credenciamento, a exposição do foyer e a captação em vídeo com edição no local.
A montagem ocorreu entre 27 e 28 de agosto de 2024, em dois turnos com virada de noite, e a desmontagem na madrugada de 1º de setembro. O cliente atestou o período de 28 de agosto a 1º de setembro. A receita operacional bruta do projeto foi de R$ 658.931,00.
O Espaço Tagima não é um estande dentro de uma feira. É a feira inteira de uma marca instalada dentro do maior salão de um hotel resort. O desafio começa aí: cerca de 700 m² de piso retangular sem nenhuma estrutura permanente de exposição, que precisavam receber o catálogo completo de uma fabricante de instrumentos musicais e ainda assim ser lidos por um lojista que atravessa o salão pela primeira vez.
O primeiro fator de dificuldade é a densidade. O público do TDT é lojista, e lojista não passeia: ele procura uma linha específica, compara modelos lado a lado e fecha pedido. Eram mais de vinte linhas de produto para expor no mesmo ambiente, de guitarras e violões a baterias, amplificadores, fones, cabos e ferragens. Metragem grande não resolve esse problema, porque quanto maior o salão mais fácil é que o conjunto vire uma parede contínua de instrumentos sem hierarquia, em que o visitante não distingue onde termina uma coleção e começa a outra. A categoria pede aproveitamento de metragem, e aproveitar 700 m² significa entregar leitura, não ocupação.
O segundo fator é o papel duplo, e ele é raro. No mesmo contrato, no mesmo endereço e nos mesmos dias, a Nobox era a produtora do espaço da marca e a montadora oficial da feira inteira, responsável por projetar, construir e entregar 26 estandes de expositores de terceiros. Duas naturezas de entrega que competem pela mesma equipe, pelo mesmo caminhão e pela mesma janela: uma exige acabamento autoral, a outra exige padrão replicável e prazo igual para todos.
O terceiro fator é a janela, e ela era única. A equipe entrou no hotel às 19h de 27 de agosto e o evento abriu às 08h do dia 29. Tudo o que existia no salão precisava nascer nesse intervalo, em dois turnos com virada de noite. O contrato ainda fixava cláusula penal de R$ 100.000 somada ao reembolso integral do valor contratado em caso de descumprimento da entrega na data de abertura, o que colocava um risco de R$ 559.841 sobre um projeto cuja margem prevista era menor que isso. Não havia segunda janela nem entrega parcial aceitável.
O quarto fator é a chegada de terceiros dentro dessa mesma janela. Cinco montadoras externas trouxeram equipe própria para os estandes de suas marcas e chegaram com caminhão na virada da madrugada. Para que elas pudessem montar, a Nobox precisava ter entregue antes o carpete, a parede padrão, a doca liberada e a energia disponível em cada posição, além de ter aprovado projeto e carga elétrica de cada expositor.
O quinto fator é o local. Hotel resort não é centro de convenções: não há doca de feira, nem malha elétrica de pavilhão, nem estrutura de exposição pronta. Os 238 kVA da operação tiveram de ser construídos no local, e toda a estrutura aérea precisou de memorial de cálculo com a margem de segurança exigida pelo hotel. A equipe ficou alojada em dois hotéis diferentes, com transporte próprio e três caminhões, o que transforma qualquer reposição em deslocamento rodoviário.
O sexto fator é que o escopo esteve em movimento até o fim. Foram seis versões de memorial de cálculo, cinco versões de proposta e três versões de ordem de serviço, com a versão definitiva elaborada quatro dias antes de a equipe entrar no hotel, e uma proposta de itens extras com prazo de confirmação a cinco dias da abertura. Planejar uma operação dessa escala com o desenho fechando tão perto da montagem é o que separa o projeto exequível do projeto no papel.
A decisão que organiza todo o projeto foi tratar a metragem como sistema de navegação, e não como área a preencher. O Espaço Tagima foi desenhado em três anéis de função dentro do mesmo piso: o perímetro expõe o catálogo, o centro lança e demonstra, e a faixa entre os dois abriga a negociação. Nenhum metro quadrado do salão ficou com uma função só.
O perímetro recebeu bancadas expositoras contínuas ao longo de todas as paredes, segmentadas por linha de produto. A escolha que faz esse perímetro funcionar é a codificação por cor: cada família de instrumentos ganhou uma faixa de carpete própria, azul, roxa, verde ou laranja, com carpete cinza de acabamento nos praticáveis. O visitante lê a coleção pelo chão antes de ler qualquer letreiro. Cada linha ganhou ainda um totem identificador acompanhado de um televisor, dez pares ao todo, para que a informação da coleção estivesse no ponto onde o produto está, e não em um painel central.
A segunda decisão de exposição foi escalonar as bancadas em dois níveis, mais baixas na frente e mais altas atrás, para que a fileira de trás não desaparecesse atrás da primeira. São 145 praticáveis montados nesse arranjo. É uma decisão simples que multiplica a densidade real: a mesma bancada expõe duas fileiras visíveis em vez de uma visível e uma escondida.
O centro do salão foi tratado como palco, não como circulação. Um tapete vermelho em formato de pílula delimita a área central de lançamentos, com dois painéis de LED, baterias e instrumentos em demonstração e a área de teste de fones e amplificadores. Foi ali que os lançamentos da edição aconteceram. Entre esse miolo e o perímetro, mesas baixas e bistrôs formam a área de negociação entre lojista e fabricante, o que mantém o comprador dentro do salão durante a conversa em vez de levá-lo para fora.
O envelope do salão foi construído com luz e imagem. Uma estrutura de box truss em formato de cruz cobre o centro do ambiente e sustenta a iluminação cênica, e 120 refletores de chão lavam todas as paredes do perímetro, o que dá profundidade à bancada contínua sem exigir cenografia construída atrás dela. Seis painéis de LED distribuídos pelos cantos e pelo centro completam a superfície de imagem.
A produção de conteúdo foi colocada dentro do estande, e não ao redor dele. Câmeras 4K e estabilizadores captavam o que acontecia no chão do salão e alimentavam os telões ao vivo por transmissor sem fio, enquanto uma ilha de edição instalada no local produzia material para as redes da marca durante o próprio evento, com aftermovie entregue ao fim. O espaço exibe a si mesmo enquanto acontece.
A engenharia foi resolvida com memorial, não com estimativa. O projeto entregou memorial de cálculo elétrico com 238 kVA fatiados em 15 pontos e sete intermediárias, cada ponto nominalmente atribuído a uma área ou expositor, memorial de cálculo de estruturas aéreas com 22 pontos e 520,6 kg declarados com a margem de segurança exigida pelo hotel, ART, mapa elétrico, mapa de pontos aéreos, implantação em duas dimensões e projeto 3D do salão. Esse conjunto é o que permitiu aprovar carga por estande antes da montagem.
Para sustentar oito frentes ao mesmo tempo, o planejamento de recursos foi feito por ambiente e não por lista geral. Uma matriz cruzou, item a item, a necessidade de cada área com o estoque próprio disponível, o que transformou cada falta em locação planejada antes da saída de São Paulo. Na mesma lógica, cada expositor virou uma ficha nominal com metragem, carga elétrica, tomadas, parede padrão, itens extras e montadora responsável, o que permitiu liberar doca e energia na ordem certa quando os caminhões de terceiros chegaram na madrugada.
A montagem foi organizada em duas ondas com troca de turno: marcação de piso e estruturas próprias na primeira noite, estandes de terceiros na madrugada seguinte, iluminação aérea depois que o piso estava livre e adesivação e acabamento no turno final.
A entrega ocorreu na data única prevista em contrato. O evento abriu às 08h de 29 de agosto de 2024 e operou nos três dias, das 08h às 20h, com a desmontagem concluída na madrugada de 1º de setembro. A janela de montagem de duas noites e um dia foi cumprida sem prorrogação, e o cronograma contratado foi executado do início ao fim, com a cláusula penal de R$ 100.000 somada ao reembolso integral do contrato jamais entrando em discussão.
O indicador mais forte do resultado é formal e veio do próprio cliente. Em 9 de maio de 2025, o CEO da Marutecmusic emitiu Atestado de Capacidade Técnica declarando que a empresa foi sua fornecedora de "locação de solução completa para evento presencial com cenografia completa, montadora oficial de 26 estandes e infraestrutura audiovisual composta por sistemas de áudio, vídeo e informática" no período de 28 de agosto a 1º de setembro de 2024, e que "cumpriu sempre e pontualmente com as obrigações assumidas". O documento registra, no mesmo parágrafo, os dois papéis exercidos simultaneamente.
O segundo indicador é a escala efetivamente entregue no período. Além do Espaço Tagima, foram construídos e entregues 26 estandes de expositores somando 1.225 m², mais o portal de entrada, o espaço podcast, o espaço músicos, o espaço instagramável, o credenciamento e a exposição do foyer. Somando a sala da marca à área de expositores, a operação passa de 1.900 m² de piso trabalhado pela mesma equipe na mesma janela.
O terceiro indicador é a ampliação de escopo durante o próprio projeto. O contrato base foi assinado em 7 de agosto de 2024 por R$ 459.841,00. Ao longo da execução, foram acrescidos R$ 28.748,00 em itens extras e R$ 170.342,00 referentes aos estandes dos expositores, faturados à parte, o que levou a receita operacional bruta a R$ 658.931,00, cerca de 43% acima do contrato original. Ampliar escopo com o fornecedor que já está em campo, durante a operação, é decisão que só se toma quando a entrega em curso está sob controle.
O quarto indicador é a absorção de variação sem impacto na data. Um fornecedor de painéis de LED que não constava do orçamento inicial entrou na execução e foi integrado à operação, e o happy hour de dois dias foi contratado como extra já com o projeto em andamento, com frete específico para entrega durante o evento. Nenhuma dessas variações alterou a data de abertura nem o desenho do salão.
O quinto indicador é a permanência da relação, que é a prova mais difícil de contestar. Na edição seguinte do TDT, a Nobox voltou a atender o evento como montadora de cerca de vinte estandes de expositores, cada um contratado como projeto próprio, e apresentou proposta para a produção e a gestão completa da feira. Recontratação na edição imediatamente posterior, por um cliente que viu a operação inteira de dentro, vale mais do que qualquer declaração de satisfação.
O sexto indicador é o acervo gerado pela própria operação. A captação instalada no salão produziu conteúdo publicado durante o evento e um aftermovie entregue ao cliente, peça que continuou representando a marca depois do desmonte.
[CONFIRMAR: público real do TDT 2024, os 600 pax registrados no memorial de cálculo são o dimensionamento contratado da operação e não o público do evento]
[CONFIRMAR: indicadores comerciais do Espaço Tagima, como lojistas atendidos, pedidos fechados ou lançamentos apresentados, nada disso está documentado do nosso lado]
| Área do Espaço Tagima | 685 a 723 m² (38,55 m de comprimento por 18,0 a 18,75 m de largura). Aferida, não declarada PLANTA 15_08 R4.pdf, medição própria |
|---|---|
| Estandes de expositores | 26 estandes construídos e entregues, somando 1.225 m², mais 5 montadoras externas coordenadas Atestado de Capacidade Técnica e Controle de Estandes |
| Carga elétrica | 238 kVA em 15 pontos e 7 intermediárias, com memorial de cálculo e ART Memorial de Cálculo Elétrico |
| Estrutura aérea | 22 pontos e 520,6 kg, com os 20% de margem de segurança exigidos pelo hotel Memorial de Cálculo Aéreo |
| Vídeo | 6 painéis de LED de 2,50 por 3,00 m no salão, 2 totens de LED de 1,50 por 3,00 m no portal, 10 TVs de 42 polegadas nos totens de linha OS 06.24.088 v.03, itens 7 e 9 |
| Exposição | 145 praticáveis em dois níveis (0,40 m na frente, 0,80 m atrás) e 29 backdrops em lona OS v.03 item 9.5 e Proposta v.05 item 6.3 |
| Iluminação do salão | 184 luminárias, das quais 120 refletores de chão lavando as paredes, sobre box truss em formato de cruz OS v.03 item 9.6 |
| Mobiliário | 125 mesas e 452 cadeiras entre a sala da marca e os estandes Proposta v.05, itens 5 |
| Carpete do evento | 1.537 m² somando foyer, exposição e Espaço Tagima Proposta v.05 item 6.1 |
| Contrato base | R$ 459.841,00, assinado em 07/08/2024, em 4 parcelas Contrato, cláusula 7 |
| Receita do projeto | R$ 658.931,00 de ROB: 459.841 de contrato mais 28.748 de extras mais 170.342 de estandes faturados à parte, cerca de 43% acima do contrato Relatório de Custo v.05 |
| Risco contratual | Cláusula penal de R$ 100.000 mais reembolso integral em caso de atraso na abertura, ou seja R$ 559.841 de exposição Contrato, cláusula 11.b |
| Janela de montagem | Entrada às 19h de 27/08, evento abre às 08h de 29/08: duas noites e um dia, em 2 turnos T&M Nobox TDT |
| Prova do cliente | Atestado de Capacidade Técnica emitido em 09/05/2025 pelo CEO da Marutecmusic Atestado de Capacidade Técnica |
| O que falta |
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